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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Decreto 5 Os Anjos


Número e organização dos Anjos. A Bíblia mostra com muita clareza que constituem um poderoso exército. São repetidamente mencionados como exército dos céus ou de Deus, e esta expressão só por si já indica um grande número. Em Dt 33.2 lemos que “O Senhor veio de Sinai... das miríades de santos”, e m Sl 68.17 o poeta canta, “Os carros de Deus são vinte mil, sim, milhares de milhares. No meio deles está o
Senhor: o Sinai tornou-se em santuário”. À pergunta de Jesus, dirigida a um espírito imundo, a resposta foi: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”, Mc 5.9, 15. Nem sempre as legiões romanas eram numericamente iguais, mas em diferentes ocasiões variavam de 3000 a 6000 legionários. Em Getsêmani Jesus disse a um discípulo que queria defende-lo dos que vieram prende-lo: “Acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?”, Mt 26.53. E finalmente, lemos em Ap 5.11:

SUAS ORDENS.
Estão organizados de algum modo. Isto decorre do fato de que, ao lado do nome geral “anjo”, a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar diferentes classes de anjos. O nome “anjo”, com o qual designamos de maneira geral os espíritos superiores, não é um nomem naturae na Escritura, mas, sim, um nomem officii. A palavra hebraica mal’ak significa simplesmente mensageiro, e serve para designar alguém que é enviado por homens, Jó 1.14; 1 Sm 11.3, ou por Deus, Ag 1.13; Ml
2.7; 3.1. O termo grego angelos também é freqüentemente aplicado a homens, Mt 11.10; Mc 1.2; Lc 7.24; 9.51; Gl 4.14. Não há na Escritura um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, Jó 1.6; 2.1; Sl 29.1; 89.6, espíritos, Hb 1.14; santos, Sl 89.5, 7; Zc 14.5; Dn 4.13, 17, 24. Contudo, há diversos nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.
a. Querubins. A escritura menciona repetidamente os querubins. Eles guardam a entrada do paraíso, Gn 3.24, observam o propiciatório, Êx 25.18, 20; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16; Hb 9.5, e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra, 2 Sm 22.11; Sl 18.10. Em Ez 1 e Ap 4 são representados como seres vivos em várias formas. Estas representações simbólicas servem simplesmente para demonstrar o seu extraordinário poder e majestade. Mais que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.
b. Serafins. Os serafins constituem uma classe de anjos proximamente relacionada com a anterior. São mencionados somente em Is 6.2,6. Também são representados simbolicamente em forma humana, mas com seis asas, duas cobrindo o rosto, duas os pés, e duas para a pronta execução das ordens do Senhor. Diferentemente dos querubins, permanecem como servidores em torno do trono do Rei celestial, cantam louvores a Ele e estão sempre prontos a fazer o que Ele manda. os serafins podem ser considerados os nobres entre os anjos. estes atendem ao propósito da reconciliação, e assim preparam os homens para aproximar-se
apropriadamente de Deus.
c. Principados, potestades, tronos e domínios. Em acréscimo aos anteriores, a Bíblia fala de certas classes de anjos, que ocupam lugares de autoridade no mundo angélico, como archai e Exouxiai (principados e potestades), Ef 3.10; Cl 2.10, thronoi (tronos), Cl 1.16, kyreotetoi (domínios), Ef 1.21; Cl 1.16 (nesta passagem, traduzido por “soberanias”, Almeida. Autorizada), e dynameis (poderes), Ef 1.21; 1 Pe 3.22. indicam diferenças de classe ou de dignidade entre eles.
d. Gabriel e Miguel. Diversamente de todos os outros anjos, estes dois são mencionados nominalmente. Gabriel * aparece em Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,26. Gabriel pode ser um dos sete anjos dos quais se
diz que se acham diante de Deus (Ap 8.2, Comp. Lc 1.19). Parece que sua função principal é servir de intermediário e intérprete de revelações divinas.
O nome Miguel (literalmente, “quem como Deus?”) Miguel é mencionado em Dn 10.13, 21; Jd 9; Ap.12.7. Por ser chamado “o arcanjo” em Jd 9, e pela expressão utilizada em Ap 12.7, parece que ele ocupa um importante lugar entre os anjos. As passagens de Daniel também indicam o fato de que ele é um príncipe entre eles. Vemos nele o valente guerreiro a librar as batalhas de Jeová contra os inimigos de Israel e contra os poderes malignos do mundo dos espíritos. Não é impossível que o título de “arcanjo” também se aplique a Gabriel e a uns poucos anjos mais.
O serviço dos Anjos
1. O SERVIÇO COMUM DOS ANJOS. Consiste primeiramente em seus louvores a Deus dia e noite, Jó 38.7; Is 6.3; Sl 103.20; 148.2; Ap. 5.11. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação, Hb 1.14. Eles se regozijam com a conversão de um pecador, Lc 15.10, exercem protetora vigilância sobre os crentes, Sl 34.7; 91.11, protegem os pequeninos, Mt 18.10, estão presentes na igreja, 1 Co 11.10; 1 Tm 5.21, recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus, Ef 3.10; 1 Pe 1.12, e encaminham os crentes ao seio de Abraão, Lc 16.22.;
O SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO DOS ANJOS. A queda do homem tornou necessário o serviço extraordinário dos anjos, e este constitui um importante elemento da revelação especial de Deus. Muitas vezes eles são intermediários das revelações especiais de Deus, comunicam bênçãos ao Seu povo e executam juízo sobre os Seus inimigos. Sua atividade é mais proeminente nos grandes pontos de transição da economia da salvação, como nos dias dos patriarcas, na época da entrega da lei, no período do cativeiro e da restauração, e no nascimento,na ressurreição e na ascensão do Senhor. Quando cessou o período da revelação especial de Deus, cessou o serviço extraordinário dos anjos, a ser retomado somente por ocasião da volta do Senhor.
Os Anjos Maus. os anjos maus cujo prazer esta em opor-se a Deus e combater Sua obra. Há duas passagens da
Escritura que implicam claramente que alguns anjos não mantiveram a sua condição original, mas
caíram do estado em que tinham sido criados, 2 Pe 2.4; Jd 6.
SEU CHEFE. Satanás aparece na Escritura como o reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ao que parece, ele era originariamente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. O nome “Satanás” revela-o como “o Adversário”, não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. forja a destruição, razão pela qual é chamado Apoliom (destruidor),
Ap 9.11, e ataca Jesus, quando Ele empreende a obra de restauração. ele se tornou Diabolos (Acusador), acusando continuadamente o povo de Deus, Ap 12.10. Ele é apresentado na Escritura como o originador do pecado, Gn 3.1,4; Jo 8.44; 2
Co 11.3; 1 Jo 3.8; Ap 12.9; 20.2, 10, e aparece como o reconhecido chefe dos que caíram, Mt 25.41; 9.34; Ef 2.2. É também chamado repetidamente “príncipe deste mundo” (não “do mundo”*), Jo 12.31; 14.30; 16.11, e até mesmo “Deus deste século”, 2 Co 4.4. o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus. Isso está claramente indicado em Ef 2.2, onde ele é chamado “príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da
desobediência”. Ele é super-humano, mas não é divino; tem grande poder, mas não é onipotente; exerce influencia em grande escala, mas restrita, Mt 12.29; Ap 20.2, e está destinado a ser lançado no abismo, Ap 20.10.
SUA ATIVIDADE. os anjos maus também possuem poder sobrehumano, como poderes das trevas, prestam-se para maldizer a Deus, pelejar contra Ele e Seu Ungido, e destruir a Sua obra. Então em constante rebelião contra Deus, procuram cegar e desviar até os eleitos, e animam os pecadores no mal que estes praticam. Mas são espíritos perdidos e sem esperança. Agora mesmo estão acorrentados ao inferno e a abismo de trevas e, embora não estejam ainda limitados a um lugar só, no dizer de Calvino, contudo, arrastam consigo as suas  cadeias por onde vão, 2 Pe 2.4; Jd 6.

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