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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pecado Imperdoável/Punições diferenciadas pelo pecador que cometeu

Pecado Imperdoável/Punições diferenciadas pelo pecador que cometeu

c. Depravação total. Em vista do seu caráter impregnante,a corrupção herdada toma o nome de depravação total. Muitas vezes esta frase é mal compreendida, e, portanto, requer cuidadosa discriminação. Negativamente, implica: (1) que todo homem é tão completamente depravado e se depravando cada vez mais como poderia chegar a ser; (2) que o pecador tem n conhecimento inato de Deus,  tem uma consciência que discerne entre o bem e o mal,mas agarra o mal; (3) que o homem pecador raramente admira o caráter e os atos virtuosos dos outros, ou que é incapaz de afetos e atos desinteressados em suas relações com os seus semelhantes; nem (4) que todos os homens não regenerados, em virtude da sua pecaminosidade inerente, se entregarão a todas as formas de pecado: muitas vezes acontece que uma forma de pecado exclui outra. Positivamente, a expressão “depravação total” indica: (1) que a corrupção inerente abrange todas as partes da natureza do homem, todas as faculdades e poderes da alma e do corpo; e (2) que absolutamente não há no pecador bem espiritual algum, isto é, bem com relação a Deus, mas somente perversão. Esta depravação total é ensinada claramente na Escritura, Jô 5.42; Rm 7.18, 23; 8.7; Ef 4.18; 2 Tm 3.2-4; Tg 1.15; Hb 3.12.
d. Incapacidade total. Com respeito ao seu efeito sobre os pecadores espirituais do homem, a corrupção original herdada toma o nome de incapacidade total. Aqui, de novo, é necessário fazer adequada distinção. Na atribuição de incapacidade total à natureza do homem,  queremos dizer que lhe é impossível fazer o bem em todo e qualquer sentido da palavra,com a motivação correta,desinteressado. Enfim a raça humana é incapaz de realizar: (1) o bem natural; (2) o bem civil ou a justiça civil; e (3) exatamente, o bem religioso. Admite-se que o mesmo o não regenerado possui alguma virtude, a qual se revela nas relações da vida social, em muitos atos e sentimentos que merecem a sincera aprovação e gratidão dos seus semelhantes, e que ate encontram a aprovação de Deus, até certo ponto. Ao mesmo tempo, afirma-se que esses mesmo atos e sentimentos, quando considerados em relação a Deus, são radicalmente defeituosos. Seu defeito fatal é que não são motivados pelo amor a Deus, nem pela consideração de que a vontade de Deus os exige. Quando falamos da corrupção do homem em termos de incapacidade total,queremos dizer duas coisas: (1) que o pecador não regenerado não pode praticar nenhum ato, por insignificante que seja, que fundamentalmente obtenha a aprovação de Deus e corresponda às exigências da santa lei de Deus; e (2) que ele não pode mudar a sua preferência fundamental pelo pecado e por isso mesmo, trocando-a pelo amor a Deus; não pode sequer fazer algo que se aproxime de tal mudança. Numa palavra, ele é incapaz de fazer qualquer bem espiritual. Há abundante suporte bíblico para esta doutrina: Jô 1.13; 3.5; 6.44; 8.34; 15.4, 5; Rm 7.18, 24; 8.7, 8; 1 Co 2.14; 2 Co 3.5; Ef 2.1, 8-10; Hb 11.6. 3. 
O  PECADO  ORIGINAL  E  A LIBERDADE  HUMANA.  No contexto da doutrina  da incapacidade total do homem, naturalmente surge a questão se, então, o pecado também envolve a perda da liberdade, ou daquilo a que geralmente chama  liberum arbitrium – livre arbítrio, vontade livre. Esta questão deve ser respondida com discriminação pois, colocada desta maneira geral, pode ser respondida negativa e positivamente. Em certo sentido, o homem perdeu a sua liberdade; noutro sentido, não a perdeu. Há uma certa liberdade que é possessão inalienável de um agente livre, a saber, a liberdade de escolher o que lhe agrada, em pleno acordo com as disposições e tendências predominantes da sua alma (contaminada pelo pecado). O homem não perdeu nenhum das faculdades constitucionais necessárias para constituí-lo um agente moral responsável. Ele ainda possui  razão,  consciência  e  a  liberdade  de  escolha.  Ele  tem  capacidade  para  adquirir conhecimento e para sentir e reconhecer distinções e obrigações morais; e os seus afetos, tendências e ações são espontâneos, de sorte que ele escolhe e recusa conforme ache que o objeto de exame lhe sirva ou não. Além disso, ele tem a capacidade de apreciar e de fazer muitas coisas que são boas e amáveis, benévolas e justas, nas relações que ele mantém com os seus semelhantes. Mas o homem perdeu a sua liberdade material, isto é, o poder racional de determinar o procedimento, rumo ao bem supremo, que esteja em harmonia com a constituição moral original da sua natureza. O homem tem, por sua natureza, uma irresistível inclinação para o mal. Ele não é capaz de compreender e de amar a excelência espiritual, de procurar e realizar coisas espirituais, as coisas de Deus, que pertencem à salvação. O pecador é escravo do pecado e não tem a menor possibilidade de tomar a direção oposta.
B. O Pecado Fatual. Deve-se dizer, porém, que esta doutrina fala do pecado igualmente no singular e no plural, isto é, ela reconhece a solidariedade no pecado, não reconhecida por alguns dos outros. A teologia reformada sempre reconheceu devidamente o pecado original e sua relação com os pecados atuais.
1. RELAÇÃO ENTRE O PECADO ORIGINAL E O PECADO FATUAL. Aquele originou-se num ato livre de Adão como o representante da raça humana, numa transgressão da lei de Deus e numa corrupção da natureza humana, tornando-se sujeito à punição de Deus. Aos olhos de Deus,o pecado de Adão foi o pecado de todos os seus descendentes, de modo que eles nascem como pecadores, isto é, num estado de culpa e numa condição corrupta. O pecado original tanto é um estado como uma qualidade inerente à corrupção do homem. Todo homem é culpado em Adão e,conseqüentemente, nasce com uma natureza depravada e corrupta. E esta corrupção interna é a fonte poluída de todos os pecados atuais. Quando falamos de pecado fatual, ou  peccatum actuale,  empregamos a palavra “fatual” ou “actuale” num sentido compreensivo. A expressão“pecados fatuais” não indica apenas as ações externas praticadas por meio do corpo, mas também todos os pensamentos e volições conscientes que decorrem do pecado original. São os pecados individuais expressos em atos, diversamente da natureza e inclinação herdada. O pecado original é somente um; o pecado fatual é múltiplo. Os pecados fatuais podem ser interiores, como no caso de uma dúvida consciente e particular, ou de um mau desígnio sediado na mente, ou de uma cobiça consciente e particular do coração; mas também podem ser exteriores, como a fraude, o furto, o adultério, o assassínio etc. Enquanto que a existência do pecado original tem-se defrontado com a sua negação amplamente generalizada, a presença do pecado fatual na vida do homem geralmente é admitida. Contudo, isso não quer dizer que as pessoas sempre tiveram consciência igualmente profunda de pecado. Hoje em dia ouvimos falar muito da “perda do sentimento de pecado”, embora os modernistas se apressem a garantir-nos que, enquanto perdemos o senso ou sentimento de pecado, adquirimos os senso ou sentimento dos pecados; no plural, isto é, de pecados fatuais definidos. Mas n!ao há duvida de que, numa alarmante extensão, as pessoas perderam o senso da hediondez do pecado, cometido contra um Deus santo, e mormente o consideram mera infração dos direitos do próximo. Deixam de ver que o pecado é um poder fatal em suas vidas, poder que a cada passo incita os seus espíritos rebeldes,  torna-os  culpados  diante  de  Deus  e  os  coloca  debaixo  de  uma  sentença  de condenação. Um dos méritos da Teologia da Crise é que ela chama de novo a atenção para a gravidade do pecado como revolta contra Deus, como uma revolucionária tentativa de ser como Deus.
2. CLASSIFICAÇÃO DOS PECADOS FATUAIS. É impossível dar uma classificação uns e compreensiva dos pecados fatuais. Eles variam em grau e em espécie, e podem ser diferenciados segundo mais de um ponto de vista. Os católicos romanos fazem a conhecida distinção entre pecados veniais e pecados mortais, mas admitem que é extremamente difícil e perigoso decidir se um pecado é mortal ou venial. Eles foram levados a essa distinção pela afirmação de Paulo em Gl 5.21, de que “não herdarão o reino de Deus os que tais cousas (enumeradas pelo apóstolo) praticam”. A pessoa comete um pecado mortal quando viola voluntariamente a lei de Deus em matéria que ela acredita ou sabe que é importante. Isso torna o pecador passível de castigo eterno. E a pessoa comete pecado venial quando transgride a lei de Deus em matéria de importância não grave, ou quando a transgressão não é inteiramente voluntária. Tal pecado é perdoado com maior facilidade, e até mesmo sem confissão. O perdão pelos pecados mortais só pode ser obtido pelo sacramento da penitência. A distinção não é bíblica, pois, de acordo com a Escritura, todo pecado é essencialmente anomia (falta de retidão; falta de obediência à lei), e merece punição eterna. Alem disso, tem efeito deletério na vida pratica, desde que gera um sentimento de incerteza, às vezes um sentimento de medo mórbido, por um lado, ou de negligencia insegura, por outro. A Bíblia não distingue diferentes tipos de pecados, especialmente com relação aos diferentes graus de culpa ligada a eles. O Velho Testamento faz uma importante distinção entre pecados cometidos atrevidamente (“à mão levantada”*), e pecados cometidos sem premeditação, isto é, como resultado de ignorância, fraqueza ou erro, Nm 15.29-31. Os primeiros não podiam ser expiados por sacrifícios e eram punidos com grande severidade, enquanto que os últimos podiam ser expiados sacrificialmente e eram punidos com muito maior brandura. O principio fundamental encarnado nessa distinção ainda é aplicável. Os pecados cometidos de propósito, com plena consciência do mal envolvido, e com deliberação, são maiores e mais condenáveis do que os pecados resultantes de ignorância, de uma concepção errônea das coisas, ou da fraqueza de caráter. Não obstante, estes também são pecados reais e tornam a pessoa culpada aos olhos de Deus, Gl 6.1; Ef 4.18; 1 Tm 1.13; 5.24. O Novo Testamento nos ensina com maior clareza que o grau do pecado é em grande medida determinado pelo grau de luz que o pecador possua. Os pagãos são deveras culpados, mas os que têm a revelação de Deus e gozam os privilégios do ministério do Evangelho são muito mais culpados. Mt 10.15; Lc 12.47, 48; 23.34; Jo 19.11; At 17.30; Rm 1.32; 2.12; 1 Tm 1.13, 15, 16.
3. O PECADO IMPERDOÁVEL. Diversas passagens da Escritura falam de um pecado que não pode ser perdoado, após o qual é impossível a mudança do coração e pelo qual não é necessário orar. É geralmente conhecido como pecado ou blasfêmia contra o Espírito Santo. O Salvador fala explicitamente dele em Mt 12.31, 32 e passagens paralelas; e em geral se pensa que Hb 6.4-6; 10.26, 27 e 1 Jo 5.16 também se referem a esse pecado.
a.  Opiniões sem fundamento, a respeito desse pecado. Tem havido grande variedade de opinião sobre a natureza do pecado imperdoável. (1) Jerônimo e Crisóstomo consideravam-no um pecado que só podia ser cometido durante a estada de Cristo na terra, e sustentavam que ele foi cometido pelos que estavam convencidos em seus corações de que Cristo realizava os Seus milagres pelo poder do Espírito Santo, mas, a despeito da sua convicção, recusaram reconhecer esses milagres como tais e os atribuíram à operação de Satanás. Contudo, esta limitação é inteiramente destituída de fundamento, como as passagens de Hebreus e 1 João parecem provar. (2) Agostinho, os dogmáticos da Igreja Luterana, de linha de Melanchton, e uns poucos teólogos escoceses (Guthrie, Chalmers) entendiam que o pecado imperdoável consiste de impoenitentia finalis, isto é, impenitência obstinada até o fim. Um conceito relacionado com esse é o expresso por alguns nos dias atuais, de que consiste de incredulidade persistente, uma recusa até o fim a aceitar Jesus Cristo pela fé. Mas, supondo-se isso, seguir-se-ia que todos os que morreram num estado de impenitência e descrença cometeram esse pecado, enquanto que, segundo a Escritura, ele tem que ser uma coisa de natureza muito especifica. (3) Em relação com a sua negação da perseverança dos santos, os teólogos luteranos mais recentes ensinavam que somente as pessoas regeneradas poderiam cometer esse pecado, e procuravam apoio para essa idéia em Hb 6.4-6. Mas esta posição é antibíblica, e os Cânones de Dort rejeitam, entre outros, também o erro dos que ensinam que os regenerados podem cometer pecado contra o Espírito Santo.
b. A concepção reformada (calvinista) desse pecado. O titulo “pecado contra o Espírito Santo” é demasiado geral, pois também há pecados contra o Espírito Santo que são perdoáveis, Ef. 4.30. A Bíblia fala mais especialmente de “falar contra o Espírito Santo”, Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10.Evidentemente, é um pecado cometido durante a presente vida, pecado que torna impossíveis a conversão e o perdão. O pecado consiste na rejeição e calúnia consciente, maldosa e voluntária,e isso contra as evidências e respectiva convicção do testemunho do Espírito Santo a respeito da graça de Deus em Cristo, atribuindo-o, por ódio ou inimizade, ao príncipe das trevas. Isto pressupõe, objetivamente, uma revelação da graça de Deus em Cristo, numa poderosa operação do Espírito Santo; e, subjetivamente, uma iluminação e convicção intelectual tão forte e poderosa que impossibilita uma franca negação da verdade. E, depois, o pecado mesmo consiste, não em duvidar da verdade, nem numa simples negação dela, mas sim numa contradição dela que vai contra a convicção da mente, a iluminação da consciência, e até mesmo contra o veredicto do coração. Ao cometer esse pecado, o homem atribui voluntária, maldosa e intencionalmente o que se reconhece claramente como obra de Deus à influencia e operação de Satanás. Não é nada menos que uma difamação do Espírito Santo, uma audaciosa declaração de que o Espírito Santo é o espírito do abismo, que a verdade é mentira e que Cristo é Satanás. Não é tanto um pecado contra a pessoa do Espírito Santo, como contra a Sua obra oficial que consiste em revelar, tanto objetiva como subjetivamente, a graça e a gloria de Deus em Cristo. A raiz desse pecado é o consciente e deliberado ódio a Deus e a tudo quanto se reconhece como divino. É imperdoável, não porque a sua culpa transcende os méritos de Cristo, ou porque o pecador esteja fora do alcance do poder renovador do Espírito Santo, mas, sim porque há também no mundo de pecado certas leis e ordenanças estabelecidas por Deus e por Ele mantidas. E, no caso desse pecado particular, a lei é que ele exclui toda a possibilidade de arrependimento, cauteriza a consciência,endurece o pecador e, assim, torna imperdoável o pecado. Daí, nos que cometeram esse pecado podemos esperar ver um pronunciado ódio a Deus, uma atitude desafiadora para com Ele e para com tudo quanto é divino, um prazer em ridicularizar e difamar aquilo que é santo, e um desinteresse absoluto quanto ao bem-estar da alma e à vida futura. Em vista do fato de que esse pecado não é seguido pelo arrependimento, podemos estar razoavelmente seguros de que os que receiam havê-lo cometido e se preocupam com isso, e desejam as orações doutras pessoas por eles, não o cometeram.
c. Observações sobre as passagens das epístolas que falam disto. Exceto nos evangelhos, esse pecado não é mencionado nominalmente na Bíblia. Assim, surge a questão, se as passagens de Hb 6.4-6; 10.26, 27, 29 e 1 Jo 5.16 também se referem a ele. Pois bem, é mais que evidente que elas falam de um pecado imperdoável; e porque Jesus diz em Mt 12.31, “por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada”, indicando com isso que só existe um pecado imperdoável, é simplesmente razoável pensar que essas passagens se referem ao mesmo pecado. Deve-se
notar, porém, que Hebreus 6 fala de uma forma específica desse pecado, forma que só poderia ocorrer na era apostólica, quando o Espírito se revelava com dons e poderes extraordinários. O fato de que nem sempre se teve isto em mente, muitas vezes levou à errônea opinião de que esta passagem, com as suas expressões desusadamente fortes, refere-se a pessoas que de fato foram regeneradas pelo Espírito de Deus. Mas, embora Hb 6.4-6 fale de experiências que transcendem as da fé temporal e comum, não atestam necessariamente a presença da graça regeneradora no coração

4 comentários:

  1. como que eu faço pra sair disso. não quero que deus fale que minha cota acabou.

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  2. O maior segredo é entregar-se a Jesus e faze-lo Senhor da sua vida e assim o Espírito Santo que habitará em voce evitará que voce quebre as leis de Deus;e Jesus te liberta da escravidão do pecado

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  3. Uma pessoa que está a 4 meses, vindo esses pensamentos, ela querendo se arrepender, ela pode, certo?

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  4. Com certeza que sim! basta confessar a Jesus,pedir perdão e lutar para não voltar a cometer o ato.

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