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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Atributos de Soberania - Frade

Atributos de Soberania - A Vontade Soberana de Deus!

D. Atributos de Soberania
A soberania de Deus recebe forte ênfase na Escritura. Ele é apresentado como o Criador, e
Sua vontade como a causa de todas as coisas. Em virtude de Sua obra criadora, o céu, aterra e
tudo o que eles contêm Lhe pertencem. Ele está revestido de autoridade absoluta sobre as hostes
celestiais e sobre os moradores da terra. Ele sustenta todas as coisas com a Sua onipotência, e
determina os fins que elas estão destinadas a cumprir. Ele governa como Rei no sentido mais
absoluto da palavra, e todas as coisas dependem dele e Lhe são subservientes. As provas
bíblicas da soberania de Deus são abundantes, mas aqui nos limitaremos a referir-nos a algumas
das passagens mais significativas: Gn 14.19; Ex 18.11; Dt 10.14, 17; 1 Cr 29.11, 12; 2 Cr 20.6; Ne
9.6; Sl 22.28; 47.2, 3, 7, 8; Sl 50.10-12; 95.3-5; 115.3; 135.5, 6; 145.11-13; Jr 27.5; Lc 1.53; At
17.24-26; Ap 19.6. Dois dos atributos requerem discussão sob este título, a saber, (1) a vontade
soberana de Deus, e (2) o poder soberano de Deus.
1. A VONTADE SOBERANA DE DEUS.
a. A vontade de Deus em geral. A Bíblia emprega várias palavras para indicar a vontade de
Deus, a saber, as palavras hebraicas chaphets, tsebhu e raston, e as palavras gregas boule e
thelema. A importância da vontade divina aparece de várias maneiras na Escritura. É apresentada
como a causa final de todas as coisas. Tudo é derivado dela: a criação e a preservação, Sl 135.6;
Jr 18.6; Ap 4.11; o governo, Pv 21.1; Dn 4.35; a eleição e a reprovação, Rm 9.15, 16; Ef 1.11; os
sofrimentos de Cristo, Lc 22.42; At 2.23; a regeneração, Tg 1.18; a santificação, Fp 2.13; os
sofrimentos dos crentes, 1 Pe 3.17; a vida e o destino do homem. At 18.21; Rm 15.32; Tg 4.15, e
até as menores coisas da vida, Mt 10.29. Daí, a teologia cristã sempre reconheceu a vontade de
Deus como a causa última de todas as coisas, embora a filosofia às vezes mostre uma inclinação
para procurar uma causa mais profunda no próprio Ser do Absoluto. Todavia, a tentativa de
fundamentar tudo no próprio Ser de Deus geralmente redunda em panteísmo.
A palavra “vontade”, no sentido em que é aplicada a Deus, nem sempre tem a mesma
conotação na Escritura. Pode denotar (1) toda a natureza moral de Deus, incluindo atributos como
amor, santidade, justiça, etc; (2) a faculdade de auto-determinação, isto é, o poder de determinar
que o Eu siga um curso de ação ou formule um plano; (3) o produto desta atividade, isto é, o
plano ou propósito predeterminado; (4) o poder de executar este plano e de realizar este propósito
(a vontade em ação, ou seja, a onipotência); e (5) a regra de vida firmada para as criaturas
racionais. É primariamente na vontade de Deus como a faculdade de autodeterminação que
estamos interessados no momento. Esta pode ser definida como a perfeição do Seu Ser pela qual Ele, num ato sumamente simples, dirige-se a Si mesmo como o Sumo Bem (isto é, deleita-se em
Si mesmo como tal) e as Suas criaturas por amor do Seu nome e, assim, é a base do ser e da
continuada existência delas. Com referência ao universo e a todas as criaturas que ele contém,
isto naturalmente inclui a idéia de causação.

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